Twitter permite que governo russo dissemine fake news sobre vacinas

Diego Escosteguy
Publicada em 26/04/2021 às 18:53
Foto: Reprodução do Twitter

O Twitter concedeu uma conta verificada ao governo russo por meio do perfil da vacina Sputnik. A rede social permite que o regime de Vladimir Putin, cujo Instituto Gamaleya fabrica e vende o imunizante, dissemine informações duvidosas e falsas sobre a vacina.

Os russos seguem com impunidade o método já consagrado de fomentar teorias da conspiração no Twitter, além de apresentar afirmações factualmente falsas acerca de uma pandemia global.

Neste momento (começo da noite de segunda), esse perfil engajou-se numa campanha alicerçada numa narrativa distorcida com o objetivo de pressionar a Anvisa a liberar, ao arrepio das normas sanitárias, a importação da vacina.

A agência reúne-se agora para deliberar acerca dos pedidos de importação da Sputnik. Como o Bastidor antecipou mais cedo, os diretores terão que negar a importação, em virtude da ausência de dados mínimos para apreciar a segurança, a qualidade e a eficácia do imunizante.

OMS e EMA (contraparte europeia da Anvisa) enfrentam o mesmo problema, e há meses, da agência brasileira.