Guerra na Ucrânia: veja os principais fatos do 5º dia de invasão

Publicada em 28/02/2022 às 15:44
Manifestantes fizeram protesto contra a guerra em frente à sede da ONU em Nova York Foto: UN Photo/Loey Felipe

O quinto dia de guerra no território da Ucrânia foi marcado por uma redução na velocidade de avanço das tropas russas, segundo o governo de Volodymyr Zelensky. O freio na ofensiva ocorreu por causa do início das negociações entre os dois países. Representantes dos governos envolvidos se reuniram em Belarus, mas não firmaram nenhum acordo formal até agora.

Veja abaixo um resumo do que aconteceu de relevante na guerra entre Rússia e Ucrânia:

  • Representantes da Ucrânia e da Rússia se sentaram para tentar chegar a um acordo que coloque fim aos ataques russos. O encontro foi realizado em Belarus, mas não houve acordo entre as partes. O grupo prometeu retomar as conversas nos próximos dias.
  • Pelo menos 500 mil pessoas já deixaram o território ucraniano em direção aos países vizinhos. Em alguns locais, há filas que podem demorar dias para que a imigração seja efetivada.
  • A embaixada do Brasil na Ucrânia recomendou que os cidadãos brasileiros que queiram deixar o país para evitarem a fronteira com a Polônia, já que é o local com mais dificuldade de travessia.
  • A ONU realizou uma Assembleia-Geral Extraordinária para discutir o conflito. A maioria dos países se posicionou contrária à invasão russa, mas o peso da decisão do plenário é apenas simbólico e político, já que eventuais sanções e intervenções militares só podem ser definidas no Conselho de Segurança, onde a Rússia tem poder de veto.
  • Manifestantes se reuniram em frente à sede da ONU, em Nova York, para protestar contra a violência na Ucrânia. Eles pediram para a Rússia encerrar os ataques ao povo ucraniano.
  • O embaixador brasileiro na ONU condenou o uso da força na Ucrânia e foi contra os ataques à infraestrutura, que deixou parte da população sem acesso a água e eletricidade. Ronaldo Costa Filho ainda agradeceu aos países vizinhos da Ucrânia que receberam refugiados brasileiros e de outros países da América Latina.
  • As sanções econômicas impostas pela União Europeia foram adotadas pela Suíca, país conhecido pela isenção em casos de conflitos internacionais. Isso amplia o alcance das medidas econômicas do bloco, que tenta sufocar Putin pelo bolso, impedindo que o Banco Central da Rússia utilize as reservas nacionais para sustentar o impacto da guerra.
  • A Corte Criminal Internacional deve investigar crimes de guerra e violações aos direitos humanos na invasão russa à Ucrânia. O promotor Karim Khan afirmou que já existem indícios suficientes para embasar o início da apuração. Ele deve analisar eventuais abusos cometidos pelos dois países envolvidos.
  • A Fifa eliminou a Rússia da disputa por uma vaga na Copa do Catar. A seleção do país participaria da repescagem, enfrentando a Polônia, que se recusava a enfrentar os russos. Quem ganhasse encararia o vencedor do confronto entre Suécia e República Tcheca, que também não queriam disputar jogos contra a Rússia. Já a UEFA eliminou sumariamente o Spartak Moscou da Liga Europa, segundo principal torneio europeu. A federação de futebol da Rússia e o clube podem recorrer das decisões no Tribunal Arbitral do Esporte.
  • A UEFA decidiu encerrar a parceria com a estatal Gazprom, da Rússia. O contrato de R$ 455 milhões era o maior acordo de patrocínio da entidade que realiza a Liga dos Campeões.
  • A Ucrânia afirma que pelo menos 352 civis foram mortos no conflito. Desse total, 14 eram crianças. Na contagem da ONU, são 102 mortes de civis, com sete crianças entre as vítimas.
  • A Ucrânia também afirma que matou 4,3 mil militares russos, mas o número não é confirmado pelo Kremlin.
  • A agência de notícias estatal da Rússia, Tass, afirma que o exército russo destruiu 1.146 instalações militares ucranianas. Também diz que pelo menos 110 militares ucranianos se renderam durante as operações realizadas hoje.
  • Uma cervejaria em Lviv, no interior da Ucrânia, suspendeu a produção de bebidas para se dedicar a preparar coquetéis molotov.

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