Russos correm aos bancos após novas sanções

Publicada em 28/02/2022 às 13:01
Foto: Andrei Mishchenko/LaPresse/DiaEsportivo/Folhapress

Os últimos dias têm sido de apreensão do povo russo, devido à guerra na Ucrânia. Embora estejam a centenas de quilômetros do front, eles tentam correr aos bancos para sacar dinheiro, com medo de que as sanções econômicas impostas à Rússia possam colocar o país em colapso financeiro.

A mais grave das medidas adotadas até aqui é o congelamento de ativos das reservas internacionais que o Banco Central mantém em outros países. A medida foi adotada nos Estados Unidos, União Europeia, Canadá e Reino Unido, provocando a corrida dos cidadãos aos bancos. Estima-se que a Rússia tenha US$ 680 bilhões nesses países.

Na prática, o governo russo fica impedido de usar esse dinheiro para sustentar as demais sanções impostas ao país, como o bloqueio de bens de políticos e oligarcas e garantir a liquidez de instituições financeiras impactadas pela exclusão do sistema SWIFT.

O congelamento das reservas russas fez despencar a cotação do rublo, moeda local. Nesta segunda-feira, a Bolsa de Valores de Moscou ficou fechada, para segurar virtualmente as quedas sofridas nos pregões da última semana. A escalada do conflito tende a acirrar esse problema.

Entre as medidas tomadas na Rússia para conter os riscos de inflação desordenada está o aumento da taxa básica de juros do país, de 9% ao ano para 20% ao ano. A ideia com esse movimento é incentivar a procura por papéis da dívida russa, o que poderia ajudar no financiamento da guerra e no enfrentamento da crise econômica.

Sistema SWIFT

Até esta segunda-feira, ainda não se sabe o tamanho do impacto com a exclusão de instituições financeiras russas da rede internacional de pagamentos SWIFT. Em comunicado no sábado, ficou decidido que uma parcela dos bancos russos seria retirada da plataforma. Os nomes das entidades ainda não foram divulgados.

A exclusão do sistema SWIFT atinge principalmente a indústria exportadora e importadora da Rússia. Esse sistema é usado para atestar a segurança de transações interbancárias entre os países. Quando alguém compra um produto russo e faz um depósito internacional para pagar a conta, a transação passa por esse sistema, que atesta ao produtor que o depósito foi efetuado e ele pode liberar a compra.

Ele também funciona, por óbvio, na forma reversa, indicando aos empresários que exportam para a Rússia se eles receberam devidamente os valores negociados nas transações internacionais.

Existem métodos alternativos para o SWIFT, que costumam custar mais caro e não têm a adesão majoritária dos bancos. Da mesma forma, há a rede de criptomoedas, também segura, mas sem o alcance imediato do dinheiro em moedas correntes. 

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