Covid-19: falta de testes prejudica combate à pandemia

Publicada em 07/01/2022 às 18:00
Ministério diz que comprou mais de 60 milhões de exames Foto: Roque de Sá/Agência Senado

A falta de exames para covid-19 no Brasil está preocupando especialistas e gestores públicos em todo o país. Quase dois anos depois da confirmação do primeiro caso da doença, o país ainda não tem um programa de testagem em massa da população, a exemplo do que ocorre em países como os Estados Unidos (tardiamente) e algumas nações europeias.

Para a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o problema se agrava com a epidemia de influenza, causada pelo vírus H3N2. As duas doenças respiratórias têm sintomas semelhantes como febre, dores no corpo, coriza, dificuldades de respiração, entre outros. A gripe, no entanto, já tem tratamento disponível, com antivirais de fácil acesso. 

O médico Julival Ribeiro, membro da SBI, diz que a falta de um programa de testes é resultado da desorganização do Ministério da Saúde desde o início da pandemia. Ele defende que a pasta deveria coordenar um esforço nacional para garantir o acesso aos exames à população.

“Nos Estados Unidos, o presidente quer enviar testes para que as pessoas façam em casa”, lembrou.

“Desde o início, o ministério da saúde não teve uma coordenação como deveria. A gente tem um Ministério da Saúde que entra em politização, como no caso da vacina das crianças de 5 a 11 anos”, criticou o especialista, que coordena o setor de controle de infectologia do Hospital de Base de Brasília.

O Consórcio Conectar, que reúne prefeitos de todo o país, enviou ao Ministério da Saúde um ofício em que pede apoio para implementar estruturas adequadas de testagem, para tentar conter novas variantes como a Ômicron, forma mais transmissível do coronavírus. 

As prefeituras querem que o governo federal envie mais testes de antígeno e ajude com equipamentos ou financiamento para a contratação de equipes temporária.

Os municípios também pedem que o governo apoie ações para o suporte para a expansão do atendimento ambulatorial para pacientes que apresentem sintomas de doenças respiratórias.

Falta de dados consistentes

Não bastasse esse problema, o Ministério da Saúde sofre ainda com a divulgação dos dados da pandemia, cujo acesso está parcialmente bloqueado desde que a pasta sofreu um ataque hacker, em dezembro.

“Como está a evolução da pandemia no Brasil? Quantos casos e mortes estão acontecendo? Estão faltando dados. Isso é vergonhoso”, diz Ribeiro.

O que diz o Ministério da Saúde

De acordo com o Ministério da Saúde, em setembro do ano passado foi lançado o Plano Nacional de Expansão da Testagem para a Covid-19. A pasta diz que o objetivo era monitorar a situação epidemiológica e direcionar os esforços do país na contenção do coronavírus. Os exames têm sido realizados em pacientes assintomáticos e sintomáticos.

“Foram contratados, junto à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 60 milhões de testes rápidos de antígeno. para detectar os casos mais rapidamente, promover o isolamento, rastreamento e testagem dos contatos, que também devem fazer quarentena”, diz o ministério.

Ainda segundo a pasta, os testes disponíveis, incluindo o PCR e os de detecção de antígeno identificam também a variante Ômicron. “Ou seja, o surgimento da Ômicron não impactou a detecção da Covid-19 pelos métodos de diagnóstico disponíveis.”

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