A aliança entre Flávio Bolsonaro e o presidente da OAB do Rio

Brenno Grillo
Publicada em 14/01/2022 às 18:00
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente da OAB-RJ tem se gabado sobre sua amizade com o senador Flávio Bolsonaro. A proximidade tem ficado cada vez maior, segundo Luciano Bandeira tem dito a seus aliados. A informação foi confirmada ao Bastidor por duas fontes que participam da política da Ordem no estado há anos.

Flávio e o presidente da OAB-RJ passaram a ser amigos no decorrer da campanha que levou Bandeira à reeleição, para comandar a seccional até 2024. Mas a missão está cumprida na seccional, com o senador já tendo emplacado seus representantes: Alan Flavio da Fonseca Geraldo e Mariana Teixeira Frassetto Granado.

Alan Flavio é sócio do também advogado Alan Belaciano - amigo e braço direito de do senador. Na OAB, durante a primeira gestão de Bandeira, ocupou cargo de suplência no conselho fiscal da OABPrev (que oferece serviços previdenciários aos advogados do RJ). Agora, foi eleito conselheiro seccional fluminense da Ordem.

Já Mariana advogou para o PSL do RJ junto com seu marido, Vitor Granado Alves, quando o filho 01 de Jair presidia o diretório estadual da sigla; depois foi nomeada assessora comissionada no gabinete do senador.

Mas agora o assunto é outro. O objetivo de ambos é ocupar com aliados as três vagas que a OAB terá direito a indicar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Flávio tem interesse porque o caso das rachadinhas, mesmo depois de ter sido anulada por STF e STJ, pode voltar a tramitar no TJRJ, como ação de improbidade administrativa.

O cotado pelo senador e por seu amigo na Ordem do Rio de Janeiro é o juiz eleitoral Vitor Marcelo Aranha Afonso Rodrigues, que chegou ao TRE-RJ pela caneta de Jair Bolsonaro, com apoio de Flávio (de quem foi professor).

A OAB-RJ terá três indicações devido às aposentadorias dos desembargadores Ferdinaldo do Nascimento e Lindolpho Morais Marinho, que ocupavam vagas destinadas à advocacia. A terceira cadeira foi aberta pela fluminense Lei 9.354/2021, que criou oito vagas no TJRJ ao converter as vagas usadas anteriormente para juízes que atuavam como auxiliares na corte.

Procurado pelo Bastidor, Luciano Bandeira negou apoiar qualquer candidato na disputa pelas vagas do quinto constitucional do TJRJ ou ter ligação com Flávio Bolsonaro. Disse ainda que seria impossível apoiar Vitor, porque o advogado foi seu adversário na primeira eleição que venceu para a Presidência da OAB-RJ, em 2018.

"Essa informação é equivocada. Como Presidente preciso ser imparcial. Por esse motivo a regra de votação deixa o Presidente fora da votação. Sou o único membro do Conselho que não vota. Por outro lado, é importante destacar que sempre me empenhei para deixar a política partidária fora da OAB-RJ. Fiz isso no meu primeiro mandato e continuarei fazendo neste segundo", afirmou.

Vitor Rodrigues disse ao Bastidor não ter apoio de Flávio ou Bandeira. Afirmou que a nomeação por Jair Bolsonaro ocorreu porque foi o candidato mais votado na lista tríplice levada ao presidente. Disse ainda que, antes de ser escolhido, participou pela disputa imediatamente anterior por uma vaga no TRE-RJ e foi preterido pelo candidato com maior número de votos na ocasião.

Especificamente sobre ter sido professor de Flávio, ressaltou que leciona há muitos anos e que já teve muitos alunos, inclusive filhos de ministros das cortes superiores; mas ponderou que isso não lhe garantiria qualquer tipo de apoio político.

O Bastidor também questionou Flávio Bolsonaro sobre as informações veiculadas, mas não obteve resposta até a publicação desta notícia.

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