Coronel reforça que governo priorizou tratamento “precoce”

Publicada em 09/06/2021 às 19:44
Foto: Futura Press/Folhapress

O coronel Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello, prestou um longo depoimento aos senadores da CPI da Pandemia nesta quarta-feira 9 de junho e reforçou a suspeita de o tratamento precoce ter sido a prioridade do presidente Jair Bolsonaro para enfrentar a mais grave crise sanitária da história.  

O eufemismo “tratamento precoce” nada mais é que o uso de medicamentos comprovadamente imprestáveis para tratar os doentes com covid-19. Entre esses remédios, os mais comuns são a cloroquina e a ivermectina.

Uma linha de investigação da CPI é o da suspeita de corrupção na intensa propaganda de cloroquina feita por Bolsonaro e seus apoiadores. O Exército foi envolvido nessa decisão de governo em 2020 e multiplicou por onze a produção desse remédio tradicionalmente usado para tratar doentes com malária.   

Franco, atualmente assessor especial do general Luiz Eduardo Ramos na Casa Civil, repetiu o que disse o general Pazuello sobre a demora na contratação de vacinas em 2020, outra grave suspeita que recai contra Bolsonaro na comissão. Ele culpou a legislação brasileira pela lentidão.  

Franco usou em sua lapela dois broches. Um deles referente ao Exército e outro, uma mão empunhando um punhal ensanguentado, em alusão às Forças Especiais.