Seis meses depois de anúncio, Butanvac ainda é promessa não cumprida

Publicada em 13/01/2022 às 15:00
Vacina usa tecnologia parecida com a dos imunizantes contra a influenza a partir Foto: Divulgação/Butantan

Em meio à alta de casos de Covid-19 no Brasil, em decorrência da variante Ômicron, o Instituto Butantan ainda não apresentou os dados finais da primeira fase de testes da vacina que está desenvolvendo com tecnologia 100% nacional. Anunciada com pompa e circunstância pelo presidente da entidade, Dimas Covas, e por João Doria, em junho de 2021, a Butanvac prometia revolucionar o combate à pandemia no Brasil.

O governo paulista queria entregar o imunizante em 120 dias. Passados 6 meses desde o início da pesquisa, a Butanvac passou por uma série de dificuldades e ainda não se sabe quando e se chegará ao mercado.

O primeiro problema foi a falta de voluntários para o início dos estudos. Em setembro, a Anvisa teve que alterar os protocolos de testes e os prazos, para garantir que o Butantan pudesse dar continuidade aos trabalhos. O laboratório diz que 5 mil pessoas foram selecionadas.

Há também falta de transparência nos custos. O Butantan afirma que só vai revelar o quanto gastou até agora quando for divulgar os dados da primeira fase, já encerrada. O instituto afirma que os pesquisadores ainda estão compilando os dados.

No site oficial do Butantan, a notícia mais recente sobre a Butanvac é do dia 26 de novembro. Na ocasião, o Hospital Mount Sinai, dos Estados Unidos, divulgou estudo que afirmava a alta produção de anticorpos a partir da vacina paulista. 

Promessa contra variantes

Um dos problemas do coronavírus é a existência de diversas variantes, em pouco tempo. As mutações genéticas de qualquer vírus são comuns, mas no caso da covid-19, podem resultar em alto número de mortes, como aconteceu com a Delta, por exemplo. 

Nesse sentido, a Butanvac é uma promessa animadora. Ao anunciar a tecnologia usada na vacina, o instituto afirmou que ela teria resposta melhor do que as vacinas existentes contra as variantes. A ideia era usar uma tecnologia semelhante à que existe no imunizante para combater a influenza: uma forma inativada de coronavírus é injetada em ovos embrionários, carregando a proteína S inativada.

Por ser uma técnica já conhecida, esperava-se que os estudos fossem mais rápidos. Por esse motivo, Dimas Covas anunciou que poderia ficar pronta em até 120 dias. 

O ovo de Bill Gates

Os estudos da Butanvac são realizados em parceria com a ONG PATH For Vaccines, que lidera um consórcio internacional de laboratórios que busca criar vacinas baratas, para atender a países de baixa e média renda. A entidade recebe recursos da fundação Bill e Melinda Gates. O Butantan diz que não recebeu nenhum dinheiro da entidade, apenas conhecimento e assistência técnica.

O Cade ficou com a tarefa inglória de investigar se os altos preços do gás são culpa da Petrobras. A empresa diz que segue valores de mercado e adota medidas para incentivar a concorrência - num setor que até pouco tempo atrás monopolizava de ponta a ponta.

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