Nada a acrescentar

Alisson Matos
Publicada em 31/05/2023 às 11:00
CPI realizou uma audiência pública na última terça-feira Foto: MyKe Sena/Câmara dos Deputados

Até mesmo deputados que compõem a CPI sobre a manipulação de resultados de futebol admitem reservadamente que a comissão pode contribuir pouco com as investigações que já feitas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A Operação Penalidade Máxima, do Ministério Público de Goiás, avançou bastante sobre a organização criminosa acusada de aliciar jogadores para ter ganhos financeiros com apostas online. Resta pouco para a CPI.

Na terça-feira (30), os responsáveis pela investigação estiveram em uma audiência pública promovida pelos deputados da CPI. Compartilharam documentos, mas pouco ou nada tiveram de retorno dos parlamentares, além de ouvir elogios pela atuação.

Participaram da sessão o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás, Cyro Terra Peres, o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Goiás Fernando Cesconetto e o presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo.

Questionado pelo Bastidor sobre que tipo de contribuição a CPI poderia dar às apurações, o procurador-geral preferiu enfatizar no que o MP pode colaborar.

“Vamos continuar repassando os resultados das operações à CPI, mas fomos chamados para dar sugestões para a futura regulamentação do setor de apostas esportivas de maneira a evitar fraudes e manipulações”, disse Peres.

Para dar peso à comissão, os deputados pediram auxílio à Polícia Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também vão votar na próxima sessão um requerimento que convoca representantes de sete sites de apostas a depor: Pixbet, SportingBet, Bet 365, Betfair, Betano, Parimach e Betsson.

Na sessão, as autoridades negaram que houve participação de dirigentes de clubes, das casas de apostas e de árbitros no esquema. De acordo com as investigações, os campeonatos país não foram comprometidos por conta das fraudes.

Alguns integrantes da comissão têm ligação direta com futebol. O presidente, Júlio Arcoverde (PP-PI), comandou o River do seu estado. Já o relator e autor do requerimento para a instalação da CPI, Felipe Carreras (PSB-PE), é conselheiro do Sport e seu irmão, Augusto Carreras, é vice-presidente de competições do clube.

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