Os favoritos para a lista do STJ

Diego Escosteguy
Publicada em 10/05/2022 às 20:25
Os ministros voltarão se reunir presencialmente para escolher seus novos colegas Foto: Lucas Pricken/STJ

Conforme se aproxima a votação da lista dos candidatos às duas vagas abertas no Superior Tribunal de Justiça, intensificam-se as articulações e se consolidam alguns nomes mais fortes. Nas últimas horas, o Bastidor conversou sobre a eleição com ministros do tribunal e partícipes das campanhas dos desembargadores federais. A votação ocorrerá amanhã (quarta) de manhã.

A formação de listas no STJ é um processo político discreto e afeito a acordos tardios, capazes de alterar a composição. Feita essa ressalva relevante, a tendência, até a noite de terça e segundo as fontes ouvidas pela reportagem, é de uma lista final com os seguintes nomes (não necessariamente nessa ordem, em termos de votos absolutos):

  1. Paulo Sérgio Domingues - desembargador do TRF3 e ex-presidente da Associação de Juízes Federais, tem apoio sólido de ministros paulistas e simpatia do colegiado. Talvez seja o único nome de consenso para compor a lista final;
  2. Ney Bello - desembargador do TRF1, tem apoio de Gilmar Mendes e vem derrubando resistências nos últimos dias. Há quem o queira na lista porque o apoia e há quem o queira na lista porque, por apostar em outro nome, acredita que o presidente não o nomeará;
  3. Fernando Quadros - desembargador do TRF4 e ex-assessor de Fachin, consolidou-se como candidato dos ministros dos três estados do Sul, após longa hesitação deles. Como no caso de Ney Bello, há aqueles que o querem na lista final porque acreditam que Bolsonaro jamais o nomearia, em face da relação dele com Fachin; e
  4. Messod Azulay - presidente do TRF2, o desembargador é apoiado por Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e demais ministros do Rio. Sua candidatura conta com pesado trabalho político e se fortalece à medida que a votação se aproxima, em detrimento aparente do desembargador Alusio Mendes, candidato de Luiz Fux. A existência de dois nomes rachou o habitualmente coeso grupo do Rio.

Além dos acordos de véspera, que ainda podem ocorrer, os nomes finais da lista dependem de decisões rápidas dos ministros no momento da votação. Devem ser 30 votantes amanhã (quarta). Trata-se de um processo bizantino e confuso, que provavelmente exigirá mais de uma rodada ("escrutínio") de votação. Cada votação permite novos acordos e novas leituras sobre os nomes que, a cada ministro ou a cada grupo, mais interessam estar na lista final. Daí a possibilidade de surpresas, representadas, sobretudo, em nomes como Daniele Maranhão e Carlos Augusto Brandão, ambos do TRF1.

A lista com quatro nomes será encaminhada a Jair Bolsonaro. O presidente escolherá dois deles para indicar ao tribunal. O Senado, em seguida, chancela as indicações, após sabatina meramente formal - ao menos sempre foi assim.

Publicitário condenado no mensalão cumpria prisão domiciliar desde 2020, por causa da pandemia. Ele foi condenado a mais de 37 anos de prisão por crimes como corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Leia Mais

O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse ontem ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que o prazo para que o governo e a Aneel cheguem a uma solução para a revisão do aumento da energia elétrica (o reajuste chega a até 25%) se encerra amanhã.

Leia Mais

Na disputa para ganhar a chance de perder em outubro, ninguém vence João Doria - ao menos em disposição. 

Leia Mais

Será a primeira – e provavelmente única – privatização de uma grande empresa estatal na administração de Jair Bolsonaro, caso ele não seja reeleito.

Leia Mais

Depois de ter pedido negado no STF, advogado do presidente decidiu pedir investigação de Moraes à Procuradoria-Geral da República.

Leia Mais

O presidente Jair Bolsonaro avisou a seus aliados que pretende denunciar o ministro Alexandre de Moraes à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ele se diz perseguido.

Leia Mais

Amigos de Michel Temer, com a sua autorização, passaram a vender, para ver se cola nos partidos de centro, a ideia de que o ex-presidente poderia ser uma solução viável e competitiva para as dificuldades de se ter um candidato único da chamada terceira via.

Leia Mais

Filhos do ex-governador da Bahia Paulo Souto, ex-secretário do agora candidato a governador, mantêm contrato de mais de 200 milhões de reais com a prefeitura de Salvador, que vem sendo renovado sem licitação.

Leia Mais

Ministro considerou que condutas do colega apontadas como criminosas pelo presidente da República não poderiam ser enquadradas dentro da Lei de Improbidade Administrativa.

Leia Mais

Ao menos duas ações populares protocoladas nesta semana pelos sindicatos dos trabalhadores urbanitários pedem à justiça federal que suspenda o processo de privatização da Eletrobras em julgamento no Tribunal de Contas da União.

Leia Mais

A capitalização da Eletrobras, se bem sucedida, expulsará apaniguados do MDB e do PT que prosseguem empregados na vasta estrutura da estatal.

Leia Mais

Em conversa ontem (segunda) com o deputado Reginaldo Lopes, postulante à vaga do Senado por Minas Gerais, Lula pediu ao aliado que chegue a um acordo com o PSD no estado.

Leia Mais

A Aeronáutica fez circular entre seus militares um ofício no qual afirma que a filiação partidária é proibida ao efetivo em serviço ativo. É sabido, mas de acordo com fontes ouvidas pelo Bastidor, é documento serve para lembrar a proibição.

Leia Mais

Arthur Lira é um político pragmático. Para chegar a presidente da Câmara, ele contou com o apoio de partidos da direita e de esquerda. Por sua reeleição, pretende fazer o mesmo no ano que vem.

Leia Mais

Em dezembro de 2021, invasão deixou os sistemas instáveis por semanas, prejudicando o acompanhamento de dados imprescindíveis para o acompanhamento da pandemia e de outros atendimentos oferecidos pelo SUS.

Leia Mais