Técnicos do Superior Tribunal de Justiça encontraram a hashtag “estupro culposo” nas linhas de comando usadas pelo hacker na invasão da corte – uma referência ao caso Mariana Ferrer. Também encontraram menções a isso, que reputam confiáveis, em fóruns da dark web. A invasão aconteceu horas depois de o caso de Mariana dominar as atenções nas redes sociais.

Embora tenha permanecido quase sete horas nos servidores do STJ, o hacker não deixou outras mensagens – ou ao menos elas não foram encontradas. É comum que hackers deixem mensagens nos códigos que usam em ataques, seja para demonstrar aptidão técnica, seja para mandar recados.

O hacker não pediu dinheiro, como seria esperado num ramsomware tradicional.

Apesar da presença da hashtag ser relevante, ainda é cedo para afirmar peremptoriamente qual a razão – ou razões – do ataque. A Polícia Federal acredita que conseguirá rastrear o hacker e esclarecer o caso.