Janja, a fiscal energética

Brenno Grillo
Publicada em 29/04/2022 às 19:50
Janja e Lula em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), após a soltura do ex-presidente, em 2019. Foto: FramePhoto/Folhapress

Rosângela da Silva, a Janja, ficou conhecida nacionalmente após conquistar o coração de Lula enquanto o ex-presidente estava preso. Mas a relação dela com o governo do amado é antiga. Em 2003, ela conseguiu um emprego na Itaipu – do qual se demitiu depois de anunciar ao público seu romance com o ex-presidente. A vaga é cercada de mistérios, com menções na imprensa de que a contratação foi feita sem seleção pública.

Só que o currículo da socióloga pós-graduada em história na área energética vai além. Ela passou pouco mais de três anos lotada na Eletrobrás (junho de 2012 a fevereiro de 2016) a mando da direção da hidrelétrica dividida com o Paraguai. Janja expõe em seu perfil no LinkedIn que trabalhou com projetos de responsabilidade social e de comunicação nas estatais.

Porém, ela não divulga suas nomeações como conselheira fiscal na Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica, instalada no Rio Grande do Sul, e na Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. As indicações para os dois postos partiram da Eletrobrás. Os trabalhos de Janja na empresa de São Paulo começaram em 2016 – último ano do governo Dilma Rousseff – e terminaram em 2017 (já sob a batuta de Michel Temer).

Já na companhia gaúcha o caso é mais antigo e intrincado; tanto que ela respondeu a um processo no TCU por ter aprovado, junto aos outros conselheiros, as contas de 2012 – ela ingressou na empresa em 2011 e deixou o posto em 2016. A representação apresentada ao tribunal, segundo o órgão de contas, tratou da “aquisição de energia elétrica para revenda com prejuízo de R$ 17.871.518,40 no exercício de 2012 e com prejuízo de R$ 25.072.394,16 no exercício de 2013”.

O caso foi julgado improcedente pelo TCU, que acatou o argumento das defesas dos acusados. Os advogados afirmaram à corte que não houve qualquer irregularidade ou desmando, inclusive, porque tudo foi aprovado pela assembleia geral da companhia energética gaúcha. Disse o Tribunal de Contas da União em 2020 (ano em que terminou de julgar o caso):

“Não restou evidenciado que a compra de energia elétrica para revenda com finalidade de recompor a insuficiência de lastro e atender obrigações contratuais seja, isoladamente, a causa determinante do mau desempenho da Companhia [...] a compra de energia para atender aos compromissos firmados pode até ter relação com os resultados negativos da CGTEE em determinados exercícios, mas também gerou resultados positivos em outros.”

O Bastidor questionou Janja. A assessoria do ex-presidente Lula disse que ela não iria comentar os fatos noticiados.

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