Especialistas criticam sabotagem do governo na crise sanitária

Publicada em 11/06/2021 às 18:52
Foto: Futura Press/Folhapress

Dois especialistas ouvidos pelos senadores que integram a CPI da Pandemia criticaram o governo de Jair Bolsonaro por ter sabotado as medidas para reduzir a circulação do novo coronavírus, o plano de vacinação e defender a cloroquina para os doentes com covid-19. A microbiologista Natália Pasternak e o médico sanitarista Cláudio Maierovitch prestaram depoimento hoje, sexta-feira 11 de junho.

A comissão tem várias linhas de investigação em andamento, mas duas delas merecem atenção dos senadores.

A primeira suspeita é a de o governo federal, seguindo ordens de Bolsonaro, ter apostado na imunidade de rebanho como a forma mais barata e mais rápida de enfrentar a pior crise sanitária da história. A CPI já recebeu estudos que apontam evidências dessa escolha.

A segunda linha de investigação é a da corrupção por trás da propaganda da cloroquina, remédio comprovadamente imprestável para tratar a covid-19. O laboratório do Exército seguiu nota técnica do Ministério da Saúde e, no ano passado, multiplicou por onze a produção desse medicamento indicado para tratamento da malária.

Além do Exército, os senadores vão investigar as indústrias farmacêuticas Apsen e EMS, fabricantes de cloroquina. Elas foram beneficiadas pela propaganda ostensiva de Bolsonaro e receberam empréstimos do BNDES.