TSE tem a "vacina" contra Bolsonaro em 2022

Publicada em 10/09/2021 às 18:00
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Auxiliares de Jair Bolsonaro acreditam haver uma nova frente de batalha nos próximos meses para o presidente: o Tribunal Superior Eleitoral.

Nas recentes conversas para tentar diminuir a tensão com os ministros do Supremo Tribunal Federal, os assessores presidenciais perceberam que os membros do TSE veem como "vacina" a inelegibilidade do presidente caso ele se mostre, na avaliação dos ministros, uma ameaça à democracia brasileira.

Para isso, dizem, basta que a corte o condene até agosto em algum dos processos que estão em tramitação por lá. Há um sobre abuso de poder econômico nas eleições de 2018 e outros pela acusação de disseminar fake news contra as urnas eletrônicas.

Condenado por colegiado, por conta da lei da ficha limpa, o presidente não poderá concorrer à reeleição.

Nessa semana, ao contrário de manifestações anteriores promovidas por Bolsonaro, o entendimento é que ele ultrapassou os limites retóricos. Permitiu o vislumbre da possibilidade de um golpe, seja por conta de sua pregação ao desrespeito a ordens judiciais, seja pelo estímulo inicial à paralisação dos caminhoneiros.

A carta de Bolsonaro diminui a tensão, mas, de acordo com auxiliares do presidente, os ministros do TSE não acreditam que o comportamento do presidente mudará.