Sinal amarelo para relação do governo com o Congresso

Publicada em 15/09/2021 às 12:00
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Um auxiliar do presidente Jair Bolsonaro cita a terça-feira, 14 de setembro, como exemplo de como a Câmara e o Senado – e não mais apenas o Senado – estão insatisfeitos com o presidente Jair Bolsonaro e com a articulação do governo.

Ele cita o bombardeio a que foi submetido o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, numa comissão da Câmara para discutir o aumento do combustível. Faltou quem o defendesse, diz.

Nem o líder do governo, Ricardo Barros, apareceu na comissão, segundo o assessor do presidente, porque estava mais preocupado com o depoimento de Marcos Tolentino na CPI da Pandemia.

Na lista de derrotas, está a devolução pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, da medida provisória que muda as regras da internet, liberando brechas para a disseminação de fake news.

E há outra derrota a caminho, na avaliação do governo. Esta, na Comissão Mista de Orçamento, que caminha para impedir a transferência do dinheiro de combate à pobreza para o Programa Nacional de Desestatização.

Para esse auxiliar de Bolsonaro, nenhum deputado vai topar a troca da destinação do dinheiro em meio à crise econômica atual e num ano pré-eleitoral. Houve, segundo ele, um erro de avaliação no orçamento enviado para o Congresso.

A tendência, diz o aliado, é que, se nada for feito, a insatisfação piore com a chegada do ano eleitoral.

Como O Bastidor informou, parlamentares mais experientes não acreditam que o governo consiga aprovar mais as reformas, para além das que ajudem o governo ampliar programas sociais.