Presidente troca ministros em busca de subordinados

Publicada em 29/03/2021 às 20:18
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

As seis trocas no primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro mostram que o chefe do Executivo quer menos contestação dos seus ministros e, obviamente, manter a sustentação política no Congresso por meio do centrão.

A escolha da deputada federal Flávia Arruda para a Secretaria de Governo, no lugar do general Luiz Eduardo Ramos foi um aceno ao centrão. Ela é casada com o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, afastado na Operação Caixa de Pandora que revelou um esquema de corrupção.

O general Ramos vai para a Casa Civil substituir o general Walter Braga Netto, que vai para o Ministério da Defesa. A cúpula militar foi pega de surpresa com a saída de Fernando Azevedo e Silva, mas ele deixou um claro recado em sua nota de despedida. Disse que preservou as forças armadas como instituições de Estado e saía com a certeza da missão cumprida.  

Para o Itamaraty foi escolhido o embaixador Carlos Alberto França, que chefiava o cerimonial do Palácio do Planalto. Nesse caso, a troca foi provocada porque o ex-chanceler Ernesto Araújo foi excessivamente obediente a Bolsonaro e aos apoiadores mais agressivos do presidente, o que levou a um desgaste político que irritou os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira.   

O novo ministro da Justiça é o delegado da Polícia Federal Anderson Torres que deixa a Secretaria de Segurança do DF. André Mendonça voltará à AGU.