Arthur Lira já trabalha pela sua reeleição

Publicada em 30/03/2021 às 18:23
Foto: UOL/Folhapress

Quando o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, emplacou a deputada federal Flávia Arruda, do PL, como ministra-chefe da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, ele jogou o xadrez da próxima eleição para a mesa diretora da Casa.

A deputada foi escolhida por Lira para agradar aliados e, ao mesmo tempo, desestabilizar seu principal concorrente nas próximas eleições da casa em 2023, o 1º vice-presidente Marcelo Ramos, colega de partido de Flávia.

Ramos já deixou claro para seus pares que vai disputar a presidência da Câmara.

Ao colocar a mulher do ex-governador José Roberto Arruda no ministério de Bolsonaro, Lira cede espaço ao PL e alimenta o apetite do presidente do partido Valdemar Costa Neto.

Com essa jogada, Lira quer inviabilizar as pretensões públicas de Marcelo Ramos ser seu sucessor. Em algumas situações, o presidente da Câmara sente-se ofuscado porque Ramos é visto atualmente como um dos deputados mais influentes do parlamento.