PGR diz não ver provas de que a CPI da Pandemia desrespeita advogados

Publicada em 13/10/2021 às 15:00
Foto: CJPress/Folhapress

A PGR disse ao STF que não há provas suficientes para comprovar que advogados estejam sendo desrespeitados pela CPI da Pandemia. A ação foi movida pela OAB-DF após episódios em que senadores foram ríspidos com defensores de investigados e testemunhas que foram a sessões do colegiado.

Um dos últimos casos citados pela OAB-DF ocorreu durante o depoimento de Luciano Hang, em 29 de setembro. Um dos advogados do dono das lojas Havan foi expulso da sessão por Omar Aziz. O presidente do colegiado não gostou dos atos adotados pela equipe de defensores do empresário durrante a sessão - frequentemente eles falavam a Hang o que responder e quando não dizer nada. 

Mas, apesar de a PGR não ver provas de desrespeito a advogados, essas acusações são comuns entre a tropa de choque governista e os parlamentares de oposição. Marcos Rogério já disse inúmeras vezes que há tratamento diferenciado entre representantes de testemunhas contra o governo e aqueles que defendem investigados que podem ter informações prejudicais à gestão Jair Bolsonaro. 

Por outro lado, senadores independentes e contrários ao governo foram ao socorro de Bruna Morato, advogada de um grupo de ex-médicos da Prevent Sênior, durante sua participação no colegiado. Ela discutiu diversas vezes com Marcos Rogério durante seu depoimento porque ela, além de representar os profissionais de saúde, também testemunhou.

A manifestação foi enviada pela PGR ao STF na sexta-feira (8).