CNJ arquiva representação contra ex-corregedor do Rio

Publicada em 12/03/2021 às 12:58
Foto: Amaerj

A corregedora Nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, arquivou sumariamente representação apresentada no final do ano passado contra o desembargador do Rio Bernardo Garcez. Ele era corregedor do Tribunal de Justiça do estado e concorria à Presidência da corte. Suas investigações haviam incomodado gente grande no Rio e em Brasília.

Na tentativa de desgastar o corregedor, o advogado Sebastião da Costa Val, ligado ao grupo vencedor da eleição, disse, sem provas, que Garcez "tinha simpatias" com o nazismo. Como noticiamos, esse advogado estava num avião que transportava dez milhões de reais em espécie.

Em seu despacho, a corregedora diz: "Constata-se que não há prática de infração disciplinar ou desvio de conduta perpetrado pelo requerido, estando as imputações sustentadas em meras conjecturas, ilações e conclusões que são divorciadas de elementos de concretude".

A ministra Maria Thereza completa, antes de arquivar o pedido de providências proposto pelo advogado: "Registro que causa até perplexidade que o reclamante tenha se socorrido de arquivos supostamente encontrados no extinto SNI – Serviço Nacional de Informações —, de duvidosa fidedignidade, para propor a presente reclamação".