CPI da Pandemia: a testemunha que apavora o centrão

Diego Escosteguy
Publicada em 18/08/2021 às 14:00
Francisco de Araújo inaugura hospital de campanha ao lado do governador do DF, Ibaneis Rocha Foto: Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Líderes do centrão e do PP, como Arthur Lira, Ciro Nogueira e Aguinaldo Ribeiro, estão apavorados com um personagem desconhecido do grande público: Francisco de Araújo, o ex-secretário de Saúde de Brasília que chegou a ser preso por desvios em contratos emergenciais da pandemia.

Francisco era patrocinado no cargo pelo PP. Hoje (quarta), foi alvo de mais uma etapa da operação Falso Negativo. Está acuado e já preocupava os parlamentares há meses. Mas, no fim de semana, passou a mandar recados à cúpula do PP que não cairia sozinho. Os chefes do partido entenderam que precisam proteger o apaniguado. Temem que ele feche uma delação.

O ex-secretário deveria comparecer à CPI ontem (terça), mas o depoimento foi adiado. Ele foi um dos responsáveis pelo contrato do governo de Brasília com a Precisa, do lobista Max, para fornecer testes rápidos de Covid. Segundo promotores, embora ainda não haja denúncia no caso, o contrato foi direcionado ilegalmente à empresa.

O trio do PP teme que Francisco de Araújo conduza os investigadores aos negócios da área de Saúde do governo de Brasília, onde mantêm influência hegemônica.