Pressão internacional sobre o agronegócio motivou nota pela democracia

Brenno Grillo
Publicada em 31/08/2021 às 18:00
Foto: Folhapress

A nota divulgada por parte do agronegócio a favor da democracia foi motivada pela pressão do mercado internacional por uma política ambiental. Outro descontentamento que influenciou na manifestação foi a demora do governo Bolsonaro na modernização regulatória do setor.

Esses produtores rurais entendem que estão sendo culpados por governos e mercados estrangeiros porque uma pequena parcela do setor não preserva o meio ambiente. Em 2020, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), entidade que capitaneou a nota divulgada ontem, já dizia que a política do Brasil é um "desgoverno ambiental".

“Entre o legal e o ilegal da Amazônia, você tem um enorme espaço ocupado pelo informal e, dentro desse informal, tem gente que é informal porque não consegue ser formal, não consegue vencer a máquina pública para ser legal”, disse Marcelo Britto, presidente da Abag, em entrevista concedida em setembro do ano passado.

Porém, a crítica da Abag, mesmo sem citar Jair Bolsonaro, fez com que a oposição a Britto na instituição acordasse. Seus rivais já passaram a divulgar que o atual presidente da entidade não representa o agronegócio, mas sim as indústrias do fim da cadeia produtiva agrícola e os bancos que financiam esses negócios.

Agora, pretendem conversar com o vice de Britto, Francisco Matturo, um dos organizadores da Agrishow, evento agrícola realizado anualmente em Ribeirão Preto. Matturo é considerado por eles mais alinhado aos interesses de quem trabalha no campo.