O risco Elon Musk

Diego Escosteguy
Publicada em 13/05/2022 às 14:22
Foto: Depositphotos

Afinal, Elon Musk vai comprar o Twitter ou não?

Após o empresário tuitar hoje que o negócio de 44 bilhões de dólares estava suspenso, embora ele ainda esteja "comprometido" com a operação, abundam (ainda mais) dúvidas sobre a resposta.

Como Musk usa o Twitter para movimentar o mercado, o tuíte é provavelmente parte de uma manobra para renegociar os valores da compra. Ou para preparar o caminho para que ele desista do negócio. Ou, talvez, um expediente para deixar as duas opções em aberto, de modo menos custoso. Certo é que não têm nada a ver com "contas falsas" - um caô que não cola nem com seus fãs.

Os movimentos voláteis de Musk se dão num momento de queda abrupta do valor de mercado das empresas de tecnologia. As ações da Meta e da Alphabet, por exemplo, que têm modelos lucrativos, ao contrário do comparativamente pequeno Twitter, caíram 12% e 17%, respectivamente, desde o anúncio da compra da plataforma fundada por Jack Dorsey. A Snap, que tem muito mais potencial do que o Twitter, caiu 35%. O TikTok, da chinesa ByteDance, é privado. Se não fosse, talvez seria a única ação concorrente do Twitter que estaria estável.

Em razão da proposta firme de Musk, no entanto, as ações do Twitter caíram relativamente pouco. Estão sendo negociadas a cerca de 41 dólares; provavelmente estariam na faixa dos 20 dólares, se tanto.

Isso significa que, estranhamente, Musk, mesmo com seus zigue-zagues, está sendo benéfico ao Twitter, ao menos no curto prazo. Como o negócio está atrelado ao desempenho da Tesla, a principal origem de crédito de Musk, é a fabricante de carros elétricos que absorve o choque da operação Twitter. Por quanto tempo? Ninguém sabe.

A cada dia, porém, o negócio fica mais desvantajoso para Musk. O valor do Twitter está inflacionado pelo próprio negócio que ele firmou; isso dificulta a obtenção de mais parceiros que injetem dinheiro privado na operação. Em síntese, a empresa vale hoje bem menos do que Musk precificou.

Para sair do negócio, no entanto, Musk precisaria pagar 1 bilhão de dólares - e, ainda assim, talvez seja processado pelo Twitter para pagar uma multa. Se quiser se livrar da operação, o empresário teria que inventar uma justificativa contratual que dificilmente seria aceita por algum juiz.

Caso Musk queira mesmo desistir da compra, é altamente provável que a operação vá parar nos tribunais. O empresário está acostumado com as cortes. Parece não se importar com elas - nem com a SEC, que regula o mercado de capitais americano e às vezes dá um piparote no homem mais rico do mundo.

Com a compra cada vez mais em dúvida, aumentam as incertezas sobre o futuro do Twitter, tanto como produto quanto como negócio. Musk havia prometido "destravar o valor" do Twitter. Do jeito que conduz a operação, talvez acabe por destravar a destruição de valor da plataforma.

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