O Google tornou-se alvo de mais um processo nos EUA, ontem (24). Os procuradores-gerais do Distrito de Columbia e dos estados de Washington, Indiana e Texas acusaram a empresa de enganar os usuários que mudaram suas configurações de rastreamento para continuar coletando dados dos locais que essas pessoas frequentam.
A subsidiária da Alphabet diz que a ação é motivada pela “má interpretação” dos termos do usuário e que tem alterado suas regras e configurações para garantir a privacidade das pessoas. A investigação que resultou na ação começou em 2018, motivada por uma reportagem da Associated Press.
A agência noticiou naquele ano que o rastreio da localização das pessoas pelo Google é possível via outros aplicativos instalados no celular, como o Google Maps ou plataformas que informam sobre o tempo.
“Por exemplo, o Google armazena um ‘fotografia instantânea’ de onde você está quando simplesmente abre o aplicativo Maps. Atualizações meteorológicas diárias automáticas em telefones Android identificam aproximadamente onde você está”, disse a Associated Press, ressaltando que essas “invasões” afetam 2 bilhões de usuários do sistema Android.
Problemas pelo mundo
O ano de 2022 começou muito ruim para o Google. No último dia 12, a empresa e o Facebook foram multados na França pelas políticas de cookies praticadas por ambos no país.
A subsidiária da Meta terá que pagar 60 milhões de Euros, enquanto a da Alphabet desembolsará 150 milhões de Euros. Além dos franceses, há apurações e tentativas de regulação em EUA (além da citada nesta notícia), outros países da Europa e Japão.
O Bastidor tem noticiado que Google, Facebook e outras grandes empresas de tecnologia usam suas posições no mercado para tentar reduzir a privacidade na internet e eliminar concorrentes.

