A Tupy anunciou nesta quinta-feira (11) a saída do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, do seu Conselho de Administração. A metalúrgica é controlada pelo governo federal, que detém a maior parte das ações por meio do BNDES e da Previ. Múcio permaneceu 117 dias no posto.
Múcio tomou posse no dia 13 de fevereiro, quando a Tupy realizou uma assembleia geral. Além dele, foram nomeados no mesmo dia o ministro Vinícius Carvalho, da Controladoria-Geral da União, e Tiago César dos Santos, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Sua nomeação foi contestada por parte dos acionistas minoritários. A gestora Charles River, que detém 5,4% das ações, sugeriu alterações no estatuto da Tupy de modo a impedir o governo de nomear políticos e não técnicos, mas terminou vencida.
Pelo período em que ficou atuou como conselheiro, Múcio recebeu ao menos 150 mil reais em remuneração. O ministro faltou a quatro das oito reuniões realizadas desde fevereiro. Nas atas dos encontros consta a informação de que as faltas foram justificadas. Entre as ausências está a da reunião em que foi escolhido o novo CEO da Tupy.
No comunicado ao mercado, a Tupy informou apenas que a saída de Múcio se deu por “razões de ordem pessoal e profissional”. Ao Bastidor, a assessoria de Múcio no Ministério da Defesa disse que não iria comentar detalhes sobre a decisão.

