Quebra de sigilo de inquérito alimenta ataque a Aras

Publicada em 08/06/2021 às 12:12
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A quebra do sigilo no inquérito que investiga os atos antidemocráticos alimenta a discussão, entre senadores da oposição e independentes, de o procurador-geral da República Augusto Aras ser acusado pelo crime de prevaricação.

A decisão tomada ontem, segunda-feira 7 de junho, pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, chamou a atenção desses senadores para o pedido de arquivamento do inquérito apresentado pela PGR em 4 de junho.

Segundo a PGR, a Polícia Federal não apontou a participação de deputados e senadores nos crimes investigados sem ter apurado as solicitações da delegada federal Denisse Ribeiro, responsável pelo inquérito.

Os procuradores da República receberam documentos e informações produzidas em depoimentos, quebras de sigilos telefônicos e dados de redes sociais, mas não agiu como solicitado pela delegada.

A falta de ação do PGR poderia ser enquadrada como prevaricação, segundo parlamentares. Esse crime ocorre quando um servidor público retarda ou deixa de fazer o que deve por interesse pessoal.

No caso de Aras, especula-se que seu interesse pessoal em arquivar o inquérito dos atos antidemocráticos é ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro à vaga do ministro Marco Aurélio Mello no STF ou à recondução na PGR.