Brasil está perto de conseguir mais doses da Pfizer

Diego Escosteguy
Publicada em 03/05/2021 às 13:33
Foto: Folhapress

A Pfizer está em negociação avançada com o Ministério da Saúde para oferecer mais doses de sua vacina ao Brasil. Parte das entregas ocorreria ainda neste ano.

O governo brasileiro tem um contrato de cem milhões de doses com a farmacêutica americana. É o suficiente para imunizar 50 milhões de pessoas (duas doses para cada vacinado).

O novo contrato, ou aditivo ao antigo, preverá entre oitenta e cem milhões de novas doses, com metade das entregas ainda em 2021.

Caso o novo acordo seja fechado e cumprido pela Pfizer, ao menos noventa milhões de brasileiros receberão uma vacina de alta qualidade. Assim como a Moderna, a Pfizer usa a plataforma de mRNA. Até agora, estudos clínicos indicam que esse tipo de vacina é ainda mais eficiente e seguro do que as demais.

Embora ainda não admitam publicamente, gestores de saúde e autoridades sanitárias antecipam uma alta probalidade da necessidade de doses de reforço - mesmo para quem já tomou duas doses, por exemplo, da Coronavac e da vacina da AstraZeneca.

A negociação de mais doses em alta escala é, portanto, uma medida inteligente. Pode ajudar não só a controlar a pandemia - como impedir que o vírus ressurja com força em 2022.

Se o Butantan (vacina da Sinovac) e a Fiocruz (vacina da AstraZeneca) conseguirem manter uma produção contínua mínima de seus respectivos imunizantes, e a Johnson & Johnson cumprir a entrega de 38 milhões de doses de sua vacina, os novos lotes da Pfizer permitirão, em tese, que todos os brasileiros elegíveis sejam vacinados até o fim deste ano.