Bolsonaro tende a sancionar lei orçamentária

Publicada em 19/04/2021 às 12:51
Foto: Agif/Folhapress

O tempo está se esgotando, mas o presidente Jair Bolsonaro está quase convencido de que pode sancionar a lei orçamentária de 2021 aprovada pelo Congresso e confiar que sua base de apoio aprove as mudanças necessárias para evitar acusação de crime de responsabilidade.  

Até quinta-feira 22 de abril ele terá de sancionar ou vetar o texto aprovado pelos parlamentares. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que o presidente está se metendo numa armadilha e que há risco de impeachment se o texto do Congresso não for vetado.

O plano para Bolsonaro sancionar o texto do Congresso e confiar em posteriores ajustes foi apresentado dias atrás pelo presidente da Câmara, Arthur Lira. Nesse acordo costurado pelo centrão, o PSD de Gilberto Kassab ficaria com a relatoria do projeto na Comissão Mista do Orçamento.

Guedes já comentou que todos erraram no processo de aprovação da lei orçamentária de 2021. O que houve, em resumo, foi a redução da previsão de despesas obrigatórias para acomodar emendas de parlamentares.  

Durante evento realizado em 9 de abril, Guedes ilustrou a desorganização do governo nas negociações do orçamento com o Congresso. "Você está aterrissando a nave em Marte. Aí chega um macaco lá, aperta três botões, chuta o painel e começa a desviar a nave. Isso acontece. O macaco, no fundo, é um desacerto entre nós. Não é pessoal, não é ninguém. O macaco pode ter sido a Economia, outro macaco está no Congresso, o outro macaco está lá no entorno do presidente, o outro macaco é um ministro", comparou.