A CPMI que o PT quer
O PT e o governo Lula articulam uma forma de dominar a CPMI do 8 de janeiro, iniciativa da bancada bolsonarista. Após reunião da bancada do partido na Câmara, alguns nomes despontam como possíveis membros da comissão.
A articulação petista pretende ter aliados na presidência e na relatoria da CPMI. O objetivo é ter na comissão aliados com perfil de enfrentamento, como os parlamentares que atuaram na CPI da Covid, no Senado, em 2021, para evitar que os bolsonaristas emplaquem a fantasia de que a barbárie de 8 de janeiro foi obra do próprio governo.
Os senadores Renan Calheiros (MDB), Omar Aziz (PSD), Randolfe Rodrigues (Rede), Otto Alencar (PSD) e Humberto Costa (PT) surgem como preferidos para presidir ou relatar.
O obstáculo do PT não são tanto os bolsonaristas, idealizadores da CPMI, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira. Com o maior bloco da casa sob seu controle, ele tem força para atrapalhar os planos petistas e emplacar aliados.
A divisão das 32 cadeiras da CPMI tem de respeitar a proporção dos blocos partidários. Por ser o maior, o bloco com União Brasil, Solidariedade, Avante, Patriota, PDT, PSB, a federação Cidadania-PSDB e o PP tem direito a mais integrantes; em segundo lugar vem o bloco formado por MDB, PSD, Republicanos, Podemos e PSC.
O PL bolsonarista, inventor da investigação, é agora a terceira maior bancada. A não ser que obtenha um grande acordo, terá menos integrantes. Sua chance é que Lira indique integrantes simpáticos ao bolsonarismo.
O PT faz contas e acredita que 12 dos 16 senadores da CPMI podem ser aliados ou, ao menos, distantes da oposição bolsonarista. Do lado da Câmara, a estimativa é que 11 dos 16 deputados podem estar na mesma condição. A maior parte deles será do Centrão, que está nos dois superblocos.
O primeiro objetivo da base aliada é evitar que o deputado André Fernandes (PL), que protocolou o requerimento da CPMI, seja escolhido presidente. Essa será a principal batalha após a leitura do requerimento próxima quarta-feira (26) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).
Leia a lista em que o PT e o governo baseiam os cálculos:
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