Como Cármen Lúcia e Rosa Weber influenciaram na lista do TSE

Brenno Grillo
Publicada em 27/04/2022 às 13:13
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Cármen Lúcia e Rosa Weber são duas ministras discretas no dia a dia; evitam dar declarações à imprensa e preferem se manifestar em seus votos e decisões. As duas são próximas - e isso influencia também em seus atos institucionais.

Um exemplo disso foi que essa união mexeu na lista do TSE. Cármen e Rosa defendem fortemente o aumento da participação feminina em todas as áreas, especialmente no Judiciário.

As duas convenceram Luiz Edson Fachin de que a lista do TSE enviada hoje pela manhã ao STF deveria ser paritária. Ajudou nessa militância a pressão de parlamentares mulheres para que ao menos um dos nomes da relação fosse feminino. O movimento acabou tirando da disputa dois fortes candidatos à lista agora fechada.

São eles Gustavo Severo e Flavio Pansieri. O primeiro era apoiado por Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli, enquanto o segundo era o candidato de Luiz Edson Fachin. Como haveria apenas uma vaga para os dois, o presidente do TSE decidiu, segundo uma fonte próxima a ele, não colocar nenhum, para ser justo.

O vácuo deixado pela decisão do presidente do TSE abriu caminho para a chegada de André Ramos Tavares, candidato de Ricardo Lewandowski. O advogado tem a seu favor o fato de presidir a Comissão de Ética da Presidência da República.

Contra Tavares pesa seu passado em defesa do PT. Ainda em 2015, o professor da USP elaborou um parecer criticando o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

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