A volta do fantasma de Midas
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (3) uma nova fase da Operação Overclean para desarticular uma organização criminosa suspeita de corrupção, fraudes em licitações, peculato e lavagem de dinheiro. É a continuação da investigação que prendeu o empresário Marcos Moura, da cúpula do União Brasil, e causou apreensão em Brasília em dezembro.
Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em Salvador (Bahia), São Paulo (São Paulo), Belo Horizonte (Minas Gerais) e Aracaju (Sergipe). A ação contou com apoio da Controladoria-Geral da União. O foco principal foi a atuação de integrantes do União Brasil e de indicados do partido em cargos nas prefeituras.
Em Belo Horizonte, o secretário municipal de Educação, Bruno Oitaven Barral, foi afastado do cargo por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, sob suspeita de obstrução de Justiça. Na casa dele, agentes encontraram maços de dólares e euros, além de joias e relógios em um cofre.

Barral foi nomeado para pasta da educação de Belo Horizonte em abril de 2024, com apoio de ACM Neto, vice-presidente do União Brasil, e do empresário Marcos de Moura. Ele tem uma empresa que afirma prestar assessoria e consultoria técnica na área educacional, e é investigada pelo Ministério Público da Bahia por dano ao erário da prefeitura de Santo Antônio de Jesus (BA).
Segundo a PF, o grupo investigado na operação Overclean movimentou cerca de 1,4 bilhão. A organização contratos superfaturados e obras irregulares para desviar dinheiro público enviado por meio de emendas parlamentares para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS).
O empresário Marcos Moura, amigo de ACM Neto e integrantes da cúpula do União Brasil, é apontado pela PF como articulador político da organização e foi alvo de mandado de busca em sua casa, em Salvador. Segundo os investigadores, ele usava influência política para facilitar contratos públicos e desbloquear pagamentos nas prefeituras. Moura foi preso na primeira fase da operação, em dezembro, mas foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
A PF afirma que o grupo pagava propina a agentes públicos para obter contratos em diferentes estados. O caso está no Supremo Tribunal Federal depois que a Polícia Federal descobriu provas de uma transação imobiliária entre Marcos Moura e o deputado Elmar Nascimento, ex-líder do União Brasil.
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