O empresário amigo de ACM Neto

Brenno Grillo
Publicada em 27/04/2022 às 06:00
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

ACM Neto acredita ser o rei da política baiana. Na corte dele, um nome ganha cada vez mais força, sobretudo na campanha ao governo do estado: José Marcos de Moura, empresário do setor de lixo. Moura pede a empresários que contribuam com o caixa de Neto e tenta cooptar prefeitos de todas as cores partidárias.

A proximidade entre ACM Neto e Moura é antiga. Foi fortalecida com a vitória de um consórcio (do qual Moura participa) que cuidará até este ano do recolhimento de lixo em Salvador.

O contrato firmado em 2018 foi licitado por R$ 85,5 milhões. Hoje, está em aproximadamente 174,4 milhões de reais. O aumento de valor acima do dobro do previsto inicialmente é resultado de aditivos contratuais assinados pelo secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Vinícius Passos Raimundo, em setembro e novembro de 2020 - últimos meses de ACM Neto à frente da prefeitura de Salvador - para prorrogação do período da prestação de serviços.

Marcos Moura é considerado na Bahia tão intocável quanto o herdeiro político de Antônio Carlos Magalhães. Sobre o empresário pesam suspeitas de irregularidades em contratos temporários para coleta de lixo no Paraná e em diversas cidades da Bahia. Onde Moura fecha contrato, brotam encrencas.

Numa sessão da Assembleia Legislativa baiana, o deputado soldado Prisco citou Moura em meio ao escândalo da operação Leopoldo, que investigou o pagamento de propina de 500 milhões de reais a magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia.

O parlamentar leu na sessão um relatório do Ministério Público que, segundo ele, mostra quase 850 ligações entre Moura e a delegada Gabriela Caldas Rosa de Macedo. A delegada trabalhava à época como chefe de gabinete de Maurício Telles Barbosa, ex-secretário de Segurança Pública de Rui Costa e acusado no estado de grampear tudo e todos.

O empresário também é ligado ao TJBA pela operação Faroeste, que apura a venda de decisões por desembargadores da corte. Em 2019, a PGR destacou junto ao STJ que relatório do Coaf apontou 9,7 milhões de reais em movimentações suspeitas via uma das empresa de Moura, a MM Consultoria Construções e Serviços. Segundo as evidências, Moura era o elo entre o secretário de Segurança Pública e o desembargadores envolvidos no esquema. Municiava as partes de informações sensíveis. Apesar dos indícios de lavagem de dinheiro para corrupção, Moura não foi investigado pela PGR.

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