Compra com PIX e sem cartão incomoda instituições financeiras

Arnaldo Galvão
Publicada em 03/07/2021 às 06:00
Foto: Frame Photo/Folhapress

Algumas instituições financeiras que atuam no mercado de meios de pagamento estão muito incomodadas com o PIX, a plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central.

A evolução da tecnologia e a atuação do BC que viabilizou o PIX permitiu que o comércio passe a substituir os meios tradicionais de pagamento. Várias empresas, principalmente as que operam o varejo digital, já aceitam PIX. Isso significa que o consumidor pode comprar com PIX e não precisa ter cartão de crédito ou débito.

O desempenho do PIX tem números impressionantes. A quantidade de operações com PIX já superou o número de pagamentos realizados por meio de TED, DOC, boletos e cheques somados.  

É uma grande mudança no cenário concorrencial dos serviços financeiros, mas tem provocado, ao mesmo tempo, reclamações de quem enxerga o PIX como competidor e não apenas facilitador de pagamentos.

O Banco Central, já coordenava a operação de TED, DOC e boletos, mas o PIX é uma clara evolução tecnológica.

Se o PIX foi a primeira plataforma a entrar em operação em novembro de 2020, o WhatsApp Pay é um arranjo de pagamento que foi aprovado em março deste ano pelo BC. Desnecessário afirmar que o Facebook, dono do WhatsApp Pay, é potencialmente grande. Essa solução usa o cartão de débito, o que inclui os bancos no processo.

O BC exigiu que o WhatsApp Pay fosse intercambiável para evitar oligopólio, garantir segurança dos dados e preservar o sigilo bancário. Espera-se que concorrentes surgirão.