Sputnik: russos ainda não enviaram dados críticos à OMS e à agência europeia

Diego Escosteguy
Publicada em 04/05/2021 às 12:27
Foto: Folhapress

O governo russo ainda não enviou dados críticos da Sputnik à Organização Mundial de Saúde e à EMA, a contraparte europeia da Anvisa. Ambas as entidades tentam analisar a segurança, a eficácia e a qualidade do imunizante produzido pelo Instituto Gamaleya.

Técnicos da OMS e da EMA já informaram ao governo russo que a ausência de esclarecimentos críticos impede a avaliação da vacina. OMS, EMA e Anvisa mantêm acordos confidenciais para analisar mutuamente os imunizantes de covid-19, incluindo a Sputnik.

Reservadamente, os técnicos da OMS e da EMA expressam ceticismo quanto à boa fé dos russos no processo de submissão contínua. Relatam dificuldades de acesso a dados e, sobretudo, silêncio do Gamaleya quanto a incongruências identificadas nos documentos já disponíveis.

A EMA confirmou ao Bastidor que planeja uma visita às instalações de fabricação e envase da Sputnik, de modo a tentar esclarecer as muitas dúvidas acerca do imunizante e verificar as práticas sanitárias dos russos. Será feita em parceria com a OMS.

A OMS, por sua vez, marcou essas visitas para maio e junho. É o tempo suficiente, acreditam os técnicos, para que os russos apresentem todos os dados possíveis, caso queiram.

Uma das principais preocupações dos técnicos da OMS e da EMA é a presença de vírus ativo na composição da Sputnik, como identificado pela Anvisa.