Caiu sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), a responsabilidade pelo fracasso do governo em impedir a prorrogação da CPI das ONGs, que acabaria neste mês – e agora vai até 19 de dezembro.

A preocupação é que, com o fim da CPMI que investiga o 8 de janeiro, os esforços da oposição e a atenção se voltem para a comissão que trata do dinheiro público destinado a ONGs que atuam na Amazônia.

O Bastidor já havia noticiado que a articulação do governo postergou as indicações de membros para a CPI e deu oportunidade para a oposição formar maioria.

Os trabalhos são conduzidos pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) e têm como relator Marcio Bittar (União Brasil-AC), ambos críticos ao governo.

Os parlamentares já reclamaram das respostas enviadas pelos órgãos públicos e pretendem convocar autoridades para depor. Estão na lista a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) e o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

A justificativa do governo, até o momento, era o de que a baixa repercussão dos trabalhos não exigia uma atuação mais firme. Agora, já admite conversas com a direção da CPI para entender as demandas e atender pedidos. 

A leitura dos governistas é que Valério quer se cacifar para a prefeitura de Manaus em 2024.