Malafaia reservou o mês de agosto para atacar o STF

Brenno Grillo
Publicada em 03/09/2021 às 06:00
Foto: Silas Malafaia/Redes Sociais

Silas Malafaia reservou agosto para atacar o Supremo Tribunal Federal. Foram pouco mais de 70 posts apenas no Twitter entre os dias 4 e 23 do mês passado sobre a corte, seus ministros e decisões que afetassem Jair Bolsonaro ou a família e apoiadores do presidente, como Roberto Jefferson.

Com 8,2 milhões de seguidores distribuídos entre Facebook, Twitter, Instagram e YouTube, o pastor evangélico defendeu "forças armadas já" contra qualquer "tirano" do STF, mesmo sabendo que André Mendonça - de quem é apoiador - disputa uma vaga na corte. A justificativa de Malafaia para interferir no tribunal é acabar com a "organização criminosa" formada por Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

Os dois ministros foram atacados por decisões recentes que trouxeram problemas ao governo. Barroso liberou o início da CPI da Pandemia, divergiu de Jair Bolsonaro no voto impresso e capitaneou no TSE um pedido de abertura de inquérito contra o presidente por mentiras sobre fraudes eleitorais.

Moraes é relator dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, que surgiu a partir da investigação sobre os atos antidemocráticos, além de ter aceitado o pedido de investigação apresentado pelo TSE de Barroso contra Bolsonaro. 

Dizendo "não ter medo de ser preso", o pastor afirmou que Moraes "decretou a ruptura institucional" ao abrir investigação contra Bolsonaro. Malafaia disse em outras publicações sobre o mesmo tema que o ministro é o "ditador mor da toga", sendo merecedor da "coroa da safadeza" por seus "atos ridículos".

Para Malafaia, os que afrontam o governo Bolsonaro não passam de "canalhas, omissos e inescrupulosos". Mas o pastor promete que "a casa dessa gente vai cair" em 7 de setembro, data dos atos convocados por bolsonaristas.