Lula preferiu jogar parado

Publicada em 31/03/2021 às 13:51
Foto: FramePhoto/Folhapress

O ex-presidente Lula preferiu manter silêncio sobre a grave crise das demissões do ministro da Defesa e dos comandantes militares.  A estratégia escolhida foi evitar dar motivos para generais se manifestarem a favor de Jair Bolsonaro.

Na avaliação de petistas históricos, um comentário de Lula poderia ser mal interpretado e reaproximar Bolsonaro de integrantes da cúpula das Forças Armadas.

Lula foi presidente de 2003 a 2010 e frustrou quem apostava em crises com os militares porque o comandante-em-chefe das Forças Armadas era esquerdista.

Foram quatro ministros da Defesa nos oito anos de Lula na presidência, mas nenhum deixou o cargo publicando uma nota alertando que tinha preservado as Forças Armadas como instituições de Estado. Isso foi feito pelo general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa demitido por Bolsonaro nesta semana.