General Pazuello quer garantia para ficar em silêncio

Publicada em 05/05/2021 às 17:29
Foto: Sandro Pereira/Folhapress

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro avaliam pedir à Justiça autorização para que o general Eduardo Pazuello não responda às perguntas dos senadores que integram a CPI da Pandemia.

A ideia surgiu ao admitirem que o general é investigado e, nessa condição, tem o direito de não se incriminar. A saída jurídica foi apresentada em meio ao pânico que cerca o ex-ministro da Saúde de Bolsonaro que já admitiu apenas obedecer às ordens do chefe.

Pazuello foi submetido a intenso treinamento no fim de semana passado para enfrentar os senadores. A estratégia de Bolsonaro que o general vai cumprir é a de tentar dividir a responsabilidade dos erros do governo com o Supremo Tribunal Federal porque, nessa interpretação, foi garantida a autonomia para que governadores e prefeitos tomassem medidas na crise sanitária.

Outro argumento que será usado pelo general Pazuello é culpar o Tribunal Superior Eleitoral por ter permitido realizar as eleições para prefeitos e vereadores, o que ajudou na proliferação do vírus.

O depoimento de Pazuello seria realizado hoje, quarta-feira 5 de maio, mas foi adiado em duas semanas porque o general disse ter tido contato com pessoas que podem estar com covid.