Centrão quer tratorar a Anvisa

Publicada em 03/02/2021 às 17:08
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

A frente ampla pela vacina russa Sputnik articula tratorar politicamente a Anvisa - mesmo que a agência ceda e elimine a exigência de estudos de fase três no Brasil.

Ainda que a agência abdique desse ponto, o laboratório União Química, parceiro do governo russo no país, não dispõe dos documentos mínimos para pedir o uso emergencial do imunizante.

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, do PP, trabalha numa Medida Provisória que permita à União Química importar a Sputnik mesmo sem a apresentação de dados críticos, seja à Anvisa, seja a qualquer agência reguladora. O Planalto apoia a iniciativa.

Barros já foi ministro da Saúde e pretende voltar ao cargo. O lobista Rogério Rosso, hoje diretor da União Química, prometeu ajudá-lo.

A União Química também obteve ajuda de advogados ligados ao centrão. Eles estão atuando no Supremo, de modo a tentar obter uma decisão favorável à importação da vacina.