Lula pede ao Supremo que suspenda última ação remanescente da Lava Jato contra ele

Brenno Grillo
Publicada em 13/09/2021 às 13:52
Foto: FramePhoto/Folhapress

A defesa do ex-presidente Lula pediu ao Supremo o trancamento da investigação sobre suspeitas de corrupção e lavagem nos pagamentos feitos pela Odebrecht ao instituto que leva o nome do petista. É a última ação da Lava Jato remanescente contra Lula.

A denúncia do caso foi apresentada pelos procuradores com base em documentos bancários e fiscais, provas testemunhais e outras evidências obtidas antes e depois das delações dos executivos da própria Odebrecht. A emprega pagou R$ 4 milhões ao Instituto Lula entre 2013 e 2014.

O petista diz, no pedido, que o trancamento deve ocorrer porque outros trâmites judiciais relacionados ao ex-presidente foram encerrados depois da decisão do STF que anulou as decisões de Sergio Moro. Se Ricardo Lewandowski conceder o pedido, restará apenas uma ação contra Lula ativa na Justiça, a que analisa a compra dos 36 caças Gripen da Suécia.

Lewandowski trancou, em novembro de 2020, ação que analisava a compra do terreno onde foi construído o instituto do petista. Essa e outras 18 ações contra o ex-presidente já foram trancadas pela Justiça, anuladas pelo STF por incompetência de Sergio Moro ou arquivadas a pedido da PF ou do MPF.

São três os processos trancados após a decisão do STF. Um deles tratou da contratação de um dos sobrinhos do presidente para trabalhar em projetos da Odebrecht em Angola. Outro era referente à suposta interferência do petista para editar uma MP que beneficiaria empresas automotivas. Há ainda uma decisão recente sobre o caso que analisou eventual tráfico de influência a favor da OAS junto ao governo da Costa Rica.