PF entra com tudo no caso Covaxin

Diego Escosteguy
Publicada em 01/07/2021 às 18:33

Formalizada a abertura de um inquérito, delegados de elite da Polícia Federal já estão empenhados na investigação do caso da vacina indiana Covaxin. O lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max, está no centro da hipótese criminal. Ei-la: uma organização criminosa liderada por ele obteve, mediante promessa de pagamento de propina a agentes públicos e políticos, o contrato de US$ 300 milhões entre o Ministério da Saúde e a Precisa Medicamentos. Max é o dono da empresa.

Os investigadores buscam evidências para confirmar - ou refutar - essa hipótese. Estão em contato com colegas que já investigaram ou investigam Max e seu grupo. São clientes antigos da PF, especialmente entre quem investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Os delegados e agentes vasculham bancos de dados públicos e privados. Organizam a rede de pessoas e empresas envolvidas na trama, assim como uma cronologia dos fatos.

A equipe da PF quer demonstrar que a corporação segue com autonomia para investigar figurões da República, apesar das fortes suspeitas em contrário.

A expectativa, entre eles, é que a investigação proceda em alta velocidade. Quanto mais tempo passar, maiores as chances de que rastros dos alegados crimes sejam apagados.