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Coronel Elcio Franco pediu urgência na compra da Covaxin

Diego Escosteguy
Publicada em 12/07/2021 às 19:31
Foto: Trecho de despacho no processo de compra da Covaxin

Apesar das pendências na Anvisa, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Elcio Franco, pediu em fevereiro deste ano urgência na contratação da Precisa Medicamentos, empresa do lobista Max e intermediária da vacina Covaxin no Brasil.

A ordem do coronel Elcio consta de processo interno do Ministério da Saúde, em despacho de 12 de fevereiro. Foi atendida em seguida.

Segundo Roberto Dias, então diretor de Logística da pasta indicado pelo centrão, que assinou o contrato de US$ 300 milhões dias depois, a decisão de fechar com a empresa do lobista partiu do coronel Elcio.

No mesmo período em que acelerava os contratos com a Precisa e a União Química (Sputnik), o mesmo coronel Elcio hesitava em avançar nas negociações com a Pfizer e a Janssen.

Hoje, o coronel Elcio Franco é um dos principais investigados da CPI da Pandemia e da Polícia Federal no caso Covaxin.