Guedes tenta reunião com secretário-geral da OCDE

Arnaldo Galvão
Publicada em 03/06/2021 às 06:00
Foto: Erivaldo Gomes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta marcar uma reunião em julho com o novo secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o australiano Mathias Cormann.

A missão de Guedes é obter um sinal mais claro sobre as reais chances de o país ser formalmente admitido como integrante. O pedido foi apresentado em 2017 e a OCDE terá uma reunião ministerial em outubro. Se for admitido, a negociação leva de dois a quatro anos para ser concluída. Nos bastidores da organização, é preciso ter apoio dos Estados Unidos e da União Europeia.

Na medida do politicamente possível, o Brasil tem dado andamento às inúmeras tarefas para ser admitido na OCDE, apelidada de “clube dos países ricos”. O objetivo dessa prioridade da política externa brasileira é dar um sinal claro de segurança jurídica para os investidores.

O secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Gomes, informa que o Brasil já avançou em mais de 100 instrumentos das melhores práticas da OCDE, pouco menos da metade exigida. “Avaliamos que o Brasil tem condição de aderir a dois terços dos instrumentos. O resto depende de reformas que podem ser aprovadas no Congresso”, diz Gomes.

Gomes acaba de ser nomeado integrante do comitê gestor tripartite que coordena o acesso do Brasil à OCDE. Fazem parte dele representantes do Itamaraty, do Ministério da Economia e da Casa Civil.

“Sabemos que o crescimento econômico é o que mais atrai investimentos, mas fazer parte da OCDE é ver reconhecidas práticas valorizadas pelos investidores. Será um ganho enorme para os negócios. Muitos fundos de investimento e fundos soberanos reservam a maior parte dos seus recursos a países da OCDE”, afirma Gomes.