A estratégia para a volta do auxílio emergencial

Diego Escosteguy
Publicada em 25/01/2021 às 12:57
Foto: Folhapress

Líderes da influente coalizão de políticos e empresários que trabalham pela volta do auxílio emergencial convenceram-se de que terão sucesso. Receberam recados do Planalto de que, apesar das objeções de Paulo Guedes, os pagamentos retornarão.

Politicamente, Bolsonaro precisa do retorno do auxílio. Mas o presidente não quer ser o patrono da ideia - quer apenas as benesses que poderá recolher dela. Bolsonaro prefere não criar mais atritos com Guedes.

Os líderes desse movimento partidário e empresarial articulam a criação de um ambiente político em que custe menos ao presidente apoiar a volta dos pagamentos. Para isso, mobilizam governadores, prefeitos e bancadas locais. Eles passarão a pedir com cada vez mais ênfase o retorno do auxílio.

No Parlamento, não interessa quem ganhe a Presidência das duas Casas, o apoio será forte. Reservadamente, os candidatos já se comprometeram com a nova versão do auxílio - embora eles digam o contrário a empresários hostis à ideia.

Ainda é incerto, porém, o modelo do novo auxílio, assim como o valor a ser pago.