Vacina russa, a nova preocupação da Anvisa

Publicada em 18/01/2021 às 14:00
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Conforme revelado pelo Bastidor, o laboratório União Química, parceiro no Brasil da vacina russa Sputnik, não apresentou os requisitos mínimos ao pedir à Anvisa a autorização para uso emergencial do imunizante. Como previsto, a Anvisa se negou a analisar o pedido.

Até agora, a União Química não enviou sequer os documentos necessários para a autorização dos estudos da fase três - uma etapa que precede o pedido de uso emergencial.

Os técnicos da Anvisa estão preocupados com a pressão política e jurídica para analisar, sem condições científicas, a Sputnik. A União Química está avançando rapidamente em parcerias com estados e municípios. O governo da Bahia, por exemplo, recorreu ao Supremo contra a decisão da Anvisa de não proceder com a análise preliminar da vacina.

Os técnicos e alguns dos diretores sabem que aumentará a pressão para o uso da Sputnik conforme escasseiem as doses da Coronavac, única vacina em distribuição no país neste momento.

Como a União Química nem sequer começou os estudos da fase três no Brasil, um requisito elementar para a análise da vacina, ainda há um longo caminho a ser percorrido - a não ser que atalhos políticos e jurídicos atropelem a ciência.