O presidente garantiu a seus interlocutores que não vai indicar outra pessoa para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. O nome indicado por Jair Bolsonaro é e continuará a ser, segundo essas fontes, o do seu ex-ministro André Mendonça.
Há, porém, nuances, de acordo com fontes do Planalto.
Ao mesmo tempo que mantém firme a indicação e pode dizer para as lideranças evangélicas que tem palavra, como fez na última semana, ao não trabalhar pelo seu ex-ministro, o presidente abre brecha para que a política se articule para recusá-lo.
É o que deseja Davi Alcolumbre e o senador Flávio Bolsonaro, cada qual com nomes diferentes.
Bolsonaro diz contar, ainda, com uma decisão do STF sobre o mandado de segurança dos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, que pediram ao Supremo que interfira para que a sabatina de Mendonça seja marcada logo na Comissão de Constituição e Justiça.
Havendo sabatina e votação, o Bolsonaro poderá, caso o ex-AGU seja rejeitado, indicar outro nome. Ou seja, Bolsonaro poderá dizer que cumpriu sua promessa e, portanto, sentirá desobrigado a indicar outro “terrivelmente evangélico”.

