O Banco Central do Brasil comunicou, nesta terça-feira (5), a indisponibilidade de bens de Augusto Ferreira Lima e Luiz Rennó Netto, ambos ex-administradores do Banco Master. A medida atinge a atuação dos dois nos doze meses anteriores à liquidação extrajudicial da instituição, decretada em novembro de 2025.

A decisão decorre da apuração interna. Segundo o BC, a atuação dos dois foi caracterizada como de “administradores de fato”, a partir de investigação conduzida pela comissão instaurada em fevereiro deste ano, em parecer finalizado no fim de abril.

“A incidência da indisponibilidade decorre das disposições do art. 36 da Lei nº 6.024, de 13 de março de 1974, em razão da atuação como administradores de fato da instituição nos doze meses que antecederam a decretação do regime de resolução”, diz o comunicado assinado pelo Chefe Adjunto do Departamento de Resolução e de Ação Sancionadora, Aarão Diamantino Oliveira.

Luiz Rennó era diretor jurídico do Master. Conhecido como “Guga”, Augusto Lima foi um dos principais operadores do Banco Master nos anos que antecederam sua liquidação.

Como mostrou o Bastidor, Lima foi responsável pela expansão do Credcesta, um programa de crédito consignado, nos governos do PT na Bahia. Suas conexões políticas no estado incluem lideranças como o ex-ministro Rui Costa e e o senador Jaques Wagner. Lima foi preso pela Polícia Federal junto com Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero.