A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta sexta-feira (24) para manter as prisões do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e do advogado Daniel Monteiro, presos na última fase da operação Compliance Zero, no dia 16.
Os dois são investigados por corrupção no caso da tentativa de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro, pelo BRB. O placar está em 3 a 0 para manter Costa e Monteiro presos. O ministro André Mendonça, relator das investigações do Master, foi o primeiro a votar pela permanência prisão. Foi seguido por Luiz Fux e Nunes Marques. Dias Toffoli se declarou suspeito de julgar o caso. Falta apenas o voto do ministro Gilmar Mendes.
Após a prisão, Costa trocou de advogados. Assumiram sua defesa o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça no governo Dilma, e Davi Tangerino. A mudança é interpretada como o primeiro passo para uma delação premiada.
Paulo Henrique Costa é suspeito de receber propina de Vorcaro, em forma de seis imóveis avaliados em 146,5 milhões de reais, em Brasília e São Paulo, em troca de afrouxar regras do BRB para possibilitar o salvamento do Master.
A PF afirma que, ao final, ele recebeu pouco mais da metade disso, 74 milhões de reais. De acordo com a investigação, foram usados fundos da Reag, de João Carlos Mansur, para colocar a operação em prática e seis empresas de fachada foram criadas para ocultar que os imóveis seriam de Costa.

