A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira (7) mandados de busca e apreensão contra o presidente do União Brasil do Rio de Janeiro, Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, e Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil do governo de Cláudio de Castro (PL) por suspeita do uso postos de combustíveis para lavar dinheiro.

Ao todo, a operação Unha e Carne cumpriu 19 mandados no Rio de Janeiro autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O esquema de lavagem movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos, conforme relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). A PF investiga suspeitas de contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.

Canella é próximo do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, que será candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Deixou a prefeitura de Belford Roxo em abril para disputar a vaga ao Senado. Sua primeira suplente é Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL.

Marcus Amin é próximo do ex-governador Cláudio Castro. Foi presidente do Detran do Rio e seu chefe da Polícia Civil entre 2023 e 2024.Ao deixar o cargo, ganhou cargo de coordenador de segurança na Asssembleia Legislativa do Rio, Alerj, à época comandada por Rodrigo Barcellar, aliado de Castro e atualmente preso.

Outros policiais também são investigados por relação com o esquema. Entre eles, o inspetor da Polícia Civil Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, que trabalhou com Amin em diversas ocasiões.

As investigações apontam ele como proprietário, por meio de laranjas, dos postos de gasolina envolvidos no esquema. Outro alvo é Juracy Alves Prudêncio, ex-sargento da Polícia Militar apontado como líder da mílicia de Nova Iguaçu (RJ). Ele já foi condenado a 26 anos de prisão por homicídio e associação criminosa.

O Bastidor tenta contato com as defesas.