Liderados por Luís Roberto Barroso, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral assumiram-se como linha de frente do Estado Democrático de Direito ante as ameaças autoritárias do presidente Jair Bolsonaro.

Os ataques mais recentes de Bolsonaro às urnas, acompanhados de críticas diretas e abertas a Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin, puseram fim a qualquer esperança de que o presidente respeitará o processo eleitoral do qual já participa.

O contexto agrava-se com o convite declinado pelo general Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa, para compor o TSE. Era um gesto dos ministros às Forças Armadas. Já se arrependeram.

A divulgação das respostas do TSE às perguntas dos militares acerca das urnas já foi uma resposta dos ministros não só a Bolsonaro – mas também à cúpula das Forças.

Há pouco, as fortes declarações de Barroso na despedida como presidente do TSE refletem o pensamento majoritário na corte: Bolsonaro precisa ser contido. E será, asseguram os ministros reservadamente. Mesmo sem Augusto Aras.