O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, avisou às lideranças do governo no Congresso que tentará segurar a instalação da CPI dos ataques golpistas de 8 de janeiro em Brasília. Mas deu um prazo: dois meses, no máximo.
Espera que até lá o governo consiga esvaziar o requerimento que tem assinaturas suficientes para sua instalação. É uma dupla ajuda ao governo. Além do tempo a mais, Pacheco instalará a CPMI perto do recesso do meio do ano, o que daria mais tempo e esfriaria um pouco mais a iniciativa.
O governo não quer a instalação da comissão por temer que bolsonaristas tenham palco para aparecer e espalhar falsas narrativas sobre os ataques ao Congresso, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal.

