As ações da Wise, plataforma de transações financeiras internacionais, despencaram nesta segunda-feira (01) depois da divulgação de que a empresa está na mira da Ministério Público de Bruxelas, na Bélgica, onde fica uma subsidiária da fintech. Os promotores belgas investigam indícios de que a Wise foi usada por facções criminosas para movimentar ao menos 500 milhões de euros.
A empresa divulgou um comunicado ao mercado em que confirma a investigação e afirma estar colaborando com as autoridades belgas. Também diz ter um programa interno para detectar o mau uso da plataforma.
“Começamos pela verificação de clientes antes da abertura de conta e seguimos monitorando, em tempo real, centenas de dados conforme os clientes usam nossos produtos. Nossas equipes analisam transações, encerram o relacionamento com clientes quando necessário e reportam proativamente atividades suspeitas às autoridades”, disse a Wise, em nota.
Ao longo do dia, as ações da Wise chegaram a registrar queda de 19,2% na Bolsa de Londres. No final do dia, no entanto, o recuo foi de 5,58% em relação ao valor da última sexta-feira.
A Wise tem origem na Estônia, mas a sede global fica em Londres. O escritório em Bruxelas funciona como uma subsidiária para atender a União Europeia. A empresa é listada como uma instituição de pagamentos e não como um banco tradicional.
São 19 milhões de usuários no mundo. No Brasil, a empresa tem cerca de 3 milhões de clientes diretos, mas o número real é maior, pois a fintech oferece serviços de transferências internacionais para bancos como Nubank e Itaú a pessoas que usam os serviços de conta global. Ao Bastidor, a Wise declarou que o caso se refere apenas à subsidiária europeia, sem relação direta com o Brasil.

